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Heartland

Creating a Life we'll Love

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escrever

há muito tempo que escrevo. escrevo desde sempre, se bem me lembro. inventava estórias antes de saber colocá-las no papel e um dos primeiros contos que escrevi até ganhou um prémio. mas a minha relação com a escrita, esta escrita que me sai tão naturalmente de dentro, das pontas dos dedos, que muitas vezes se transforma em textos mais longos do que previsto nos quais se misturam ideias, sentimentos, esperanças e desilusões, ora em voz poética ora em prosa sentida, tem sido tudo menos linear ou, diria até, coerente. 

 

durante muitos anos não escrevia senão em cadernos mais ou menos secretos que se acumulavam em caixas no sótão. agora que penso nisto, talvez tenha a ver com o facto de, no 5º ano, um professor ter achado o meu texto bom demais para ser meu e me ter dado uma péssima nota por um excelente trabalho! poderia ter protestado, poderia tertentado fazê-lo entender, mas não insisti. Limitei-me a dizer-lhe que o texto era meu, que a nota que me estava a dar era injusta e nem sequer creio ter tido a ousadia de lhe dizer que me desagradava imenso o facto de ele desconfiar de mim! talvez as crianças de 10 anos não saibam fazer isso. ou talvez eu tenha sido sempre assim, preferindo ficar magoada ou até por vezes prejudicada do que enfrentar questões e pessoas. (sim, ainda sou assim, mas contrario a tendência sempre que posso/consigo.)

 

ao longo dos anos foram aparecendo alguns textos, votos de natal, parabéns. depois de ter sido mãe, estórias de encantar para o meu filho. tantas e tão bonitas que apesar de ter 12 anos ainda me pede muitas vezes que invente algumas. e ri-se, muito! hoje tenho pena de não as ter registado. mas a minha vida tem sido uma sucessão de mudanças a todos os níveis e nem sempre o meu filho e a sua felicidade têm estado no centro das atenções, sendo quase sempre a procura de soluções para nos mantar à tona a dar o mote...enfim. é mesmo caso para dizer "é a vida". mas podemos mudar a vida que temos. ou pelo menos podemos tentar. e, assim volto ao título deste post: escrever. 

 

Já o fiz em blogs, em vários registos, da poesia à reportagem. Já o fiz a nível profissional para um site nacional. E hoje gostaria de retomar a escrita, uma escrita que me rendesse algum dinheiro. creio que me é possível escrever (bem) sobre quase tudo, mas será sempre melhor se o assunto me interessar. nada sei sobre escrita desportiva e, confesso, a linha com a qual comecei este blog, não me é natural, dá-me muito trabalho e pouca satisfação. Gosto muito mais de escrever assim, livremente, deixando que as ideias se encontrem e completem. E é com este tipo de escrita, que é gratificante por si só, que gostaria de ganhar algum dinheiro. Tendo em conta as circunstâncias, minhas e do país, falo apenas de escrever, quem sabe, alguns textos por mês. remunerados. 

Ao inicar uma pesquisa sobre este tema, descobri um site que quero partilhar convosco (escrevemos.com). No entanto, quero também pedir-vos que se souberem de alguma publicação que aceite artigos, por favor me deixem o contacto aqui ou pelo e-mail heartland@sapo.pt. Ou então deixem ideias e/ou sugestões. Obrigada! 

 

oh! and remember!!!!! 

makesmile.jpg

 

 

 

 

escrever

escrever sempre foi e será como respirar. não falo de escrever num blogue ou de partilhar receitas e partes da vida do dia-a-dia, de escrever livros, contos, crónicas... falo de escrever de dentro, de sentir as palavras na ponta do lápis, dos dedos e de lhes saber o aroma ainda de antes de estarem completas, de lhes saber as cores em todas as nuances e de, ainda que por vezes fique sem palavras noutras situações, jamais me faltarem, no momento exacto, no significado apurado, meigas, acutilantes, testemunhas e companheiras de uma vida inteira. é deste escrever que falo, que explode como lava de vulcão que tudo rasga e destrói ou flui, riacho tanquilo ao sol dos sentimentos e das duvidosas certezas, vento enfurecido e coração em chamas, grito, mágoa, orgulho, silêncio, sorrisos, ternura e segredos. escrever é encher o peito de ar, viver, mais um dia, uma vida. é ser em cada linha.